quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Particular, peculiar

Vazio inexplicavelmente cheio, preenchido. Faz o seguinte: me leva pra algum lugar, qualquer lugar. Fala o que quiser, eu não me importo. Mas, por favor, fala. Tua voz talvez cure esse mal que me faz respirar fundo o ar puro daqui e achar que mesmo assim falta alguma coisa.
Existem outras vozes que confortam. Como a tua não há. Visto teu cheiro como quem ganha um abraço apertado. Beijo tua boca mordendo o proibido, não paro nunca mais se puder. Com você não sinto fome, não sinto sono. É droga que me deixa acordada. Não finge que não rola nada. Fica aqui segurando minha mão. Não deixa ninguém chegar perto. Morre de ciúmes, puxa briga, se defende, pula fora e volta. Mas volta, volta sempre. Volta e me deixa com os pés pro ar. Eu fico como se nada mais importasse. Só fica aqui comigo que o mundo pára. De repente ninguém mais se faz importar. Some tudo, como sonho. Inexplicável. Não faz sentido e não pede pra fazer. Fica assim: subentendido.
E quando for embora, fala baixinho, sussurrando: vem que eu te levo.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Por um mundo menos idiota

Ser gostosa é legal, não é meninas? Mas ser inteligente é mais ainda. Problema é achar homem que concorde com isso.


Fui criada por uma mãe super feminina e criativa e por um pai intelectual e lógico. Gosto da mistura que os dois fizeram em mim, sou feliz com minha personalidade dividida entre feminilidade, criatividade, vaidade e lógica, realismo, intelectualidade (não acho que eu SEJA intelectual, mas eu prezo pela intelectualidade numa pessoa e procuro sempre saber mais e mais - apesar de que quanto mais tu sabe, mais tu descobre que não sabe nada.)
Bom, mesmo gostando de ser assim, meninas do meu Brazyl, digam se não é verdade: os homens não gostam.
Aí vão aparecer dúzias dizendo que eu estou blefando e que tudo que eles procuram numa mulher é exatamente essa mistura. HIPOCRISIA.
Não falo isso num tom de protesto, muito pelo contrário, acho até engraçado. Meninos, vocês sabem que não é isso que vocês procuram. Essas meninas vocês querem pra melhores amigas, não pra suas gatinhas. Os fatos nos levam ao caso.
Eu não sou nenhuma protagonista sofredora de novela da Globo, ninguém é. Tenho meus gatos espalhados por aí, mas quanto mais o tempo passa, mais eu reparo em coisas como: - Bicho, até aquela anta tá namorando! O que o cara conversa com ela? Nada, né? Deve ser só na base do gemido.
Gente, a humanidade tá MESMO num estado crítico. Já pararam pra pensar se só as burras procriarem? Os filhos vão ser burros e os netos também e os bisnetos... ufa! Tá todo mundo fudido! Os homens precisam perceber que gostar mais de cérebro que de bunda e peito não é só uma questão de inteligência, mas também uma questão de futuro da humanidade. DRAMA! Chorem, gritem, façam passeatas, assistam Zorra Total e Casseta e Planeta para mostrar a todos que o mundo está prestes a ficar na mão dos idiotas. E a razão: HOMENS GOSTAM DE GOSTOSAS BURRAS.
Não quero mais brincar. Quero um homem inteligente. Acho que é por isso que gosto de gordinhos. É pra evitar bombados de academia com o QI menor que o do meu cachorro.


O quê? Pelo menos eu me preocupo com o futuro da humanidade.

Preciso falar isso

Por que DIABOS o governo fica insentivando crianças de comunidades da casa do caralho a tocarem tambor, berimbau, fazer dança de rua, e coisas pobres do tipo?
É, é, pode ser legal pra alguns, tem quem goste, mas PELO AMOR DA HEBE CAMARGO, pra quê?
Essas crianças precisam de oficinas sabe de quê? De matemática, de história, de português, de geografia. Eu sei que elas precisam da arte, da criatividade, mas essas saõ apenas atividades extra curriculares. Antes de dançar elas precisam saber física, ok? Antes de tocar berimbau elas precisam saber escrever e falar corretamente, ok?

O governo coloca essas porcarias na mídia porque, infelizmente, o Brasil está repleto de ignorantes que acham que aquilo ali, aquelas atividades de futuro zero, são lindas e vão fazer de seus filhos grandes cidadãos.
Brasileiro é assim. Se tiver a chance de sair da favela vai pensar duas vezes, que é pra não perder a roda de samba.

Pronto. Só um desabafo.

sábado, 17 de outubro de 2009

E então vai acabando...

E então vão acabando as férias do meu coração, as férias de todo sentimentalismo e emoção.
Vai acabando essa farsa que é pular de um colo pro outro sem muita opção. Mais um dia e toda a ilusão de ser feliz vai acabando.
Acaba esse teatro de pessoas que são felizes passando de mãos em mãos, de braços em braços. Toda essa euforia por quantidade e novidade acaba, dando lugar ao desejo por qualidade e história.
E então vão voltando as aflições, as batidas fortes no coração por não ter o que se deseja. Talvez por ter, mas não por completo.
Vai voltando tudo assim, devagar, machucando um pouquinho, mas mostrando que a vida é bem mais interessante que a constante necessidade de se mostrar forte e feliz em tempo integral.
Outubro é o mês do bacanal, mas é um entre doze. Uma hora ele sempre acaba.
E eu chego até a ficar bem com esse fim. Certa hora é necessário ficar longe da multidão para tirar a máscara e lavar o rosto com água fria.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Um copo a mais, uma gargalhada a mais.

Amigos e conhecidos, flertes e engraçadinhos.

O sorriso estampado no rosto a qualquer custo.

Continuo sorrindo quando te vejo ali, naquela Oktoberfest, com os olhos caídos e o sorriso maroto, de quem já bebeu um barril de chopp.

É engraçado ver como algumas coisas mudam de um outubro para o outro e outras não. Agora quem foge é tu, não eu.

Mas o chopp que eu bebo ainda é Weisen.

Que bom, ficam algumas tradições.

Meu traje já está ensopado de cevada, não me importo.

Tudo parece estar tão bom que eu prefiro ignorar.

Até o fato de tu estar ali, diferente assim, eu ignoro.

Eu viro as costas e vou um pouquinho longe.

Não muito, sou meio sadomasoquista, gosto de ficar observando.

Gosto de ouvir teus amigos fazendo piadinhas.

Gosto quando eles vêm me falar de ti, dizer, pra me provocar, que tu estás me procurando.

Ah, esse outubro que me faz ouvir teu nome a cada minuto.

Difícil abstrair, mas divertido recordar.

Deixa que eu vou brincando com os outros aqui na Oktoberfest.

Contigo brinquei demais, não consigo mais.

Outubro ou nada!

Porre!

Acordei com essa dor de cabeça e a ressaca moral ainda maior que o porre. Depois de uma madrugada insana regada a tequila, limão e sal, chego às 6 da manhã em casa, sem alguém que realmente me entenda pra me ouvir com sinceridade. Levar a sério uma bêbada não é muito comum, já nos mostram os fatos.

Aqueles pequenos copos fundos como um poço, eram pra me fazer esquecer de todo o mal que possa me descontrolar, mas só me descontrolou. Talvez o problema não fosse a tequila, mas sim o sal e o limão. Talvez o problema fosse mesmo aquele Camorra cheio e ninguém realmente ali ao meu lado, pra me ouvir, pra me deixar berrar bem alto tudo que eu tenho vontade de colocar pra fora. Mas só o que botei pra fora foi a tequila horas depois.

O fundo do copo me mostra uma cena que eu quero esquecer, me mostra tudo aquilo que eu não posso ter, me mostra tudo aquilo que deu errado. A sensação de acabar com aquilo é grande demais. Cada copo, um problema a menos.

Vamos beber até cair, assim alguém terá de nos levar pra casa. Preciso dessa companhia, já que beber sozinha é incerto demais. Quero acabar com o álcool do bar, por favor, me acompanhe. Ouça todas as minhas reclamações que ouço as tuas. O DJ não vai parar até que estejamos no chão. A tequila não vai acabar até que botemos ela pra fora. O Camorra não vai fechar até que todos paguem suas comandas.

Deixa que amanhã eu me preocupo com a minha cara enxada, rímel até o pescoço, cabelo terrível e hematomas por todo o corpo. Deixa pra amanhã a ressaca moral nos culpando por tudo, nos dizendo que aquilo não deveria ter acontecido.

Por hora eu prefiro curtir o álcool em minhas veias me dizendo que eu posso tudo e que nada mais necessita de razão.

Não gosto das coisas como são quando estou sóbria.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Coração alheio

Como adoçar um coração amargurado de tanta decepção? Difícil saber, já que é tão impossível fazê-lo abrir e aceitar a ajuda. Não por piedade, mas por acreditar na beleza que ele tem quando se está brilhando.
Alguém que de repente passa a ser um desses boyzinhos na balada, pegando geral e amargurando outros corações. Não é insensibilidade, muito pelo contrário, é o medo de ser ferido novamente. É a desesperança de que algum coração seja doce como este foi.
O coração gelado hoje, foi um coração partindo ontem. E a partir de agora, para colar pedacinho por pedacinho e abri-lo novamente, será necessário muito tempo e muita dedicação. É necessário alguém que realmente acredite do fundo da alma que pode trazer aquele sentimento de volta pra esse coração.
Eu acredito e eu pretendo trazê-lo de volta o mais rápido possível. Sinto falta dele e como uma culpada pela sua ausência, farei tudo que um coração partido precisa pra voltar aos bons tempos.
A começar pelo pedido de desculpas por ter arrancado um dos pedacinhos dele e depois ter pisado em cima.